Números comprovam que Maxi López não fará falta contra a Cabofriense

Joel Silva

, Destaque, Vasco

Em 2019 o atacante Maxi López não é nem a sombra do jogador decisivo do ano passado. O argentino foi o grande destaque e responsável direto para que o Vasco permanecesse na elite do Campeonato Brasileiro. Nos 19 jogos em que disputou, Maxi López contribuiu diretamente em 14 dos 18 gols do time, equivalente a 78%. Marcou 7 (3 com bola rolando e 4 de pênaltis) e deu 7 assistências (uma foi o corta-luz para o gol de Yago Pikachu contra o Cruzeiro).

O ótimo desempenho fez com que a expectativa aumentasse em 2019. Afinal de contas Maxi López estaria completamente adaptado ao futebol brasileiro e devidamente preparado após realizar pré-temporada. Além do mais enfrentaria adversários mais fracos tecnicamente. Mesmo com todos os argumentos a favor, os números caíram drasticamente. Em 8 jogos, o atacante contribuiu em 3 dos 12 gols da equipe, participação direta em apenas 25%. Marcou 2 gols de pênaltis e deu uma assistência.

A semelhança entre o Maxi López atual, para o jogador versão 2018, fica apenas na questão dos cartões amarelos. Nesse ano o argentino já levou 5. Inclusive está suspenso e vai desfalcar o Vasco no jogo de domingo, diante da Cabofriense, em Cariacica. Durante a temporada passada, o atacante foi advertido com 8 cartões.

Fim da Maxidependência?

No ano passado Maxi López era o principal jogador do Vasco. Desde a sua estreia, contra o Palmeiras, o atacante ficou de fora de 4 partidas. Duas por suspensão devido ao 3º cartão amarelo e outros duas por conta de um corte no pé. Nesses jogos o Vasco perdeu dois (1 a 0 para Athlético-PR e Corinthians) e empatou o restante (1 a 1 diante do Santos e do Athlético-PR). Além dos resultados ruins, a produção ofensiva caiu bastante, apenas 2 gols marcados.

Baseado nos números, a Maxidependência já não existe. Sem Maxi López, o Vasco marcou 12 gols, a mesma produção feita com ele em campo. Entretanto precisou de 4 jogos completos e outros 2 em que o argentino participou mas no momento dos gol estava no banco ou já tinha sido subsituído. Subsituição inclusive aconteceu apenas uma vez em 2018 e foi feita na ocasião pelo técnico interino Valdir Bigode. Na atual temporada, o técnico Alberto Valentim sacou o atacante em duas oportunidades.

Explicações para a má fase

Aparentemente o mau momento de Maxi López poderia ser atribuído à questão física. No entanto, o argentino teve a pré-temporada alongada justamente para conseguir atuar 100% fisicamente. A falta de ritmo também não pode ser usada como desculpa. Afinal de contas o próprio jogador afirmou que iria precisar de ao menos cinco partidas para mostrar o seu melhor futebol. Entretanto já se passaram oito jogos e na mesma quantidade no ano passado, Maxi López já tinha marcado 2 gols e contribuído com 4 assistências.

Outro ponto que pode estar atrapalhando o desempenho do argentino é a sua renovação contratual. As negociações estão emperradas mas serão retomadas na semana que vem. Maxi López faz 35 anos no início do próximo mês, se sente adaptado ao Vasco, ao Rio de Janeiro e espera um contrato maior para que possa se aposentar no clube. No entanto o desfecho não é tão simples. As conversas esbarram no salário e no tempo de contrato.

Independentemente do motivo da má fase, é bom Maxi López melhorar o rendimento já que começa a perder prestígio perante ao torcedor vascaíno. O atacante ainda não foi vaiado, entretanto críticas são ouvidas nas arquibancadas a cada bola perdida ou lance desperdiçado pelo atacante.

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