De dentista a xodó do Botafogo. Saiba tudo sobre a vida de Rodrigo Pimpão!

A história de Rodrigo Pimpão Viana no futebol vai na contramão da maioria dos casos. De família rica, o jogador estudava odontologia e sequer chegou a fazer o período de base. No entanto, o flúor e as próteses dentárias continuam na vida do atacante. Ele mantém uma clínica em Curitiba, administrada por seu irmão, que exerce a profissão.

Na faculdade, Pimpão jogava futsal, até que foi convidado para atuar pelo Thalia, um clube pequeno de Curitiba, que jogava o Campeonato Metropolitano. Em uma partida contra o Paraná, se destacou e foi recebeu uma proposta para mudar de equipe. Porém, o jogador queria mudar para o campo. Participou de uma peneira e foi aprovado no Tricolor da Vila Capanema, para a equipe sub-20, em 2006.

Em 2008, já como profissional do Paraná, teve uma experiência boa e outra ruim. Em sua estreia, entrou no segundo tempo e sofreu a falta que resultou no gol da equipe, que empatou em 1 a 1. Na outra oportunidade, como titular, foi expulso ainda na primeira etapa. Depois disso, não jogou, foi afastado e emprestado ao Blumenau.

Retorno

Em uma visita, o pai de Rodrigo Pimpão viu as condições precárias que o Blumenau oferecia aos atletas e ligou para o Paraná pedindo o retorno do filho ao clube. Nesta volta, o jogador voltou a ter oportunidades e se destacou na reta final da Série B. As boas atuações chamaram a atenção do Vasco, que o contratou.

Em 2009, o Gigante da Colina jogaria, pela primeira vez em sua história, a segunda divisão do Campeonato Brasileiro.

Vasco

Em sua primeira oportunidade no futebol carioca, Pimpão começou bem. Porém, a musculatura e a imaturidade o atrapalharam. O atleta teve muitas lesões musculares, outra no cotovelo, e as noitadas dificultavam sua recuperação.

Em 2010, o Vasco já não queria mais contar com o atacante, que ainda tinha mais três anos de contrato.

Empréstimos

De 2010 até o fim de seu contrato, em dezembro de 2012, Rodrigo Pimpão acumulou empréstimos. Primeiro voltou ao Paraná. Em 2011, o atacante se casou com Fernanda, sua companheira até hoje, abdicou da noite e das bebidas, focou totalmente na carreira e teve suas primeiras experiências fora do país. Atuou por Cerezo Osaka e Omiya Ardija, ambos do Japão. No ano seguinte, retornou ao Brasil e jogou pela Ponte Preta e pelo América Mineiro.

Coréia do Sul, América-RN e Irã

Com o final do contrato com o América-MG, Pimpão estava sem contrato no final de 2012. No dia 18 de dezembro, seu filho, Davi, veio ao mundo. No dia 25, Rodrigo recebeu uma ligação de seu empresário dizendo que no dia 3 de janeiro de 2013, ele teria que estar na Coréia do Sul. Por conta do recém-nascido, sua esposa só pôde ir três meses depois.

Na Coréia do Sul, no entanto, o jogador recebeu poucas oportunidades e voltou ao Brasil na metade do ano, com a temporada já em andamento. Por este motivo, ficou um mês parado, até receber uma proposta do América de Natal.

Após se destacar na Série B, marcando cinco gols pela equipe do Rio Grande do Norte, o atacante teve mais uma oportunidade de jogar no exterior. No início de 2014, se transferiu para o Tractor Sazi FC, do Irã. Por lá, conquistou a conquistou o título da Champions Hazfi Cup. Porém, a passagem foi curta. Na época, o atleta alegou que “as coisas não foram cumpridas corretamente”.

Em março daquele ano, foi repatriado pelo América-RN. Em sua volta, viveu um momento excelente, principalmente na Copa do Brasil, competição em que o clube eliminou Athletico Paranaense e Fluminense. Inclusive, contra o Tricolor das Laranjeiras, o time surpreendeu e goleou os donos da casa por 5 a 2. Naquela partida, Pimpão anotou um tento.

Botafogo e Arábia

As belas atuações de Rodrigo Pimpão com a camisa do América-RN despertaram o interesse do Botafogo. No dia 5 de janeiro de 2015, o atleta foi confirmado como reforço do Glorioso. Sua nova passagem pelo futebol carioca durou até o segundo semestre. Em julho, o Emirates Club pagou a multa rescisória do jogador e o levou para os Emirados Árabes Unidos. O atacante, até então, era o artilheiro da equipe de General Severiano na Série B, com sete gols.

A passagem de Pimpão pela Arábia durou até maio de 2016, quando retornou para o clube da Estela Solitária. Em sua volta, o atleta teve que lutar por sua vaga novamente. O Botafogo contava com Sassá e Neilton no ataque. Rodrigo teve algumas oportunidades e ajudou a equipe na classificação para a Libertadores do ano seguinte.

Na história

2017 talvez tenha sido o melhor ano da carreira de Pimpão. O atacante teve excelentes atuações na Copa Libertadores da América. O atleta marcou o gol da classificação contra o Colo-Colo, do Chile, e voltou a balançar as redes na partida de ida diante do Olimpia, do Paraguai, ajudando a equipe a se classificar para a fase de grupos da competição. O Botafogo caiu nas quartas de final, para o Grêmio, que viria a ser o campeão do torneio. Por pouco o Glorioso não avançou. Rodrigo acertou uma bola na trave no duelo em Porto Alegre, que se entrasse, garantiria a passagem do time para a etapa seguinte. Por conta do bom desempenho, teve o contrato renovado até o final de 2019.

Porém, em 2018, o atacante teve uma queda de rendimento e chegou a ser criticado pela torcida do Alvinegro Carioca. Na temporada passada, revezou entre os titulares e reservas. O jogador começou entre os 11 em 28 oportunidades e contribuiu saindo do banco em outras 27. Acumulou 2772 minutos em campo nesses 55 jogos e anotou seis tentos. Independente do momento vivido, Pimpão colocou seu nome na história do clube. Com oito gols, cinco deles na Libertadores e três na Copa Sul-Americana, se igualou a Sinval como o maior artilheiro do Glorioso em competições internacionais.

2019

Na atual temporada, aos poucos Pimpão vem reconquistando seu espaço. Até o momento, o atacante participou de nove partidas. Foram sete como titular e outras duas saindo do banco. Nos 613 minutos que esteve em campo, balançou as redes duas vezes, ambas na Copa do Brasil, contra Campinense e Cuiabá.

O atleta aguarda contato da diretoria do Botafogo para renovação de seu contrato, que se encerra no final da temporada, e seguir escrevendo sua história no clube.

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