Dirigente explica novo uniforme de treino do Vasco: “uma tendência de mercado”

Joel Silva

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O Vasco lançou na noite desta terça-feira (26), os novos uniformes de treino. Nas cores amarela e cinza, e sem a Cruz de Malta, as camisas causaram polêmica com os torcedores, que se mostraram decepcionados nas redes sociais. Entretanto para tudo há uma explicação. Em entrevista ao Esporte 24 Horas, o Vice-Presidente de Marketing do Vasco, Bruno Maia, afirmou que a ideia é seguir uma tendência que já existe no futebol europeu.

“A gente já tinha mapeado que isso é uma tendência no futebol europeu. Sabíamos que agradava o ambiente do futebol, com muito consumo entre os torcedores. Tínhamos visto clubes como Manchester City, Tottenham, Barcelona, fazendo coisas análogas, trabalhando com esses tipos de cores mais cítricas. A gente resolveu mudar, dar uma modernizada e ao buscar essa referência, encontramos essa textura mais cítrica”.

Apesar das críticas, o dirigente revelou que os uniformes foram desenvolvidos com o consentimento dos jogadores, que aprovaram o material.

“Foi um projeto desenvolvido sempre próximo do departamento de futebol. Os diretores e alguns jogadores acompanharam, opinaram nas cores e nos tecidos, que são mais leves. Então foi muito discutido para eles estarem confortáveis. O feedback nosso é de que eles curtiram bastante o resultado final”.

A tendência é que tanto o elenco, quanto as lojas, recebam os novos uniformes de treino nos próximos dias. O clube espera lançar no final de abril o uniforme de número 1 ( de cor preta) e em agosto, o uniforme de número 3.

Sem a Cruz de Malta

A ausência da Cruz de Malta causou muita polêmica. Em vez do símbolo máximo, o uniforme conta com a sigla CRVG (Club de Regatas Vasco da Gama). Bruno Maia explicou que o vermelho da cruz não combinaria com o conceito da nova camisa.

“Nessas cores, se usássemos o vermelho, não geraria o impacto estético que nós estávamos buscando. Precisávamos de uma paleta de cores mais específica. Para não mexer na cor da cruz, que é um elemento oficial, e seguir a tendência, tivemos que fazer uma nova abordagem. Aí saímos para o CRVG, que é uma sigla que identifica o Vasco. Para proteger a Cruz de Malta e não se furtar de participar de uma tendência que tem se observado no mercado a gente optou por isso”.

Na avaliação do dirigente, o CRVG representa o Vasco tão bem quanto a Cruz de Malta.

“Não tem descaracterização nenhuma do clube. O CRVG é um símbolo proprietário do Vasco. Temos muita clareza nele. Assim como temos muito orgulho na Cruz de Malta, ela está em todos os elementos. Mas foi uma escolha estética, uma outra leitura”.

Design desenvolvido pelo Vasco

Uniforme de treino do Vasco demorou para cair no gosto do torcedor, mas se tornou uma das peças mais vendidas. (Foto: Rafael Ribeiro | Vasco)

Muitas das críticas dos torcedores tinham como alvo a Diadora. No entanto Bruno Maia fez questão de esclarecer que o design foi de autoria do Vasco.

“Quem criou foi a mesma galera que desenvolveu os uniformes super elogiados. É o mesmo departamento que criou o terceiro uniforme do ano passado, que fez a camisa 2 (branca) que lançamos esse ano. O Vasco internalizou o designer das camisas. Não é a Diadora que faz o design, é a gente. Essa proposta estética é nossa, discutida com eles evidentemente. Se por um acaso alguém achar que não fomos felizes, é do jogo também. A gente tem muita confiança do que a gente apresentou. No alinhamento estético isso vem como uma tendência de mercado”.

Bruno Maia lembrou que o uniforme de treino anterior ao lançado hoje, também sofreu críticas, mas depois se tornou um dos materiais do clube mais vendidos.

“Ano passado tivemos um material de treino que foi bastante criticado no momento do lançamento e depois foi um dos produtos mais vendidos do ano. Depois que chegam nas ruas, as pessoas às vezez gostam mais, que no momento do lançamento”.

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