Ex-técnico do Fluminense tem importante missão na Ásia. Confira!

Não é de hoje que o mercado do futebol asiático tem recebido atletas e jogadores brasileiros. Há quase cinco anos na Tailândia, o técnico Alexandre Gama já quebrou todos os recorde possíveis no país. Foram 14 títulos, muitos pontos conquistados, além de ganhar o respeito e a confiança da torcida local. Por isso, por duas vezes, foi convidado para assumir a seleção principal do país, mas não pôde aceitar. Agora, o convite foi um pouco diferente: comandar o time sub-23 em busca de uma classificação histórica para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

“Tive contato pra ir pra seleção duas vezes e não foi possível. Quem me empregava, não me liberava, apesar de eu ter expressado a vontade de ir. Todo mundo pergunta porque eu fui pra seleção olímpica. Fui pela proposta, pelo projeto. O ano que vem é praticamente muito forte pra seleção olímpica. São muitas competições importantes, não apenas as eliminatórias para os Jogos, mas também tem Copa da Ásia, Jogos Asiáticos. Me interessei pelo projeto. Fico feliz de estar lá. Sabemos que é um caminho natural, se as coisas derem certo, ir para a seleção principal”, disse Gama, em entrevista exclusiva ao Esporte 24 Horas.

Alexandre Gama durante sua apresentação na Tailândia

Alexandre Gama é apresentado como treinador do sub-23 (Foto: Divulgação | Federação Tailandesa de Futebol)

O treinador chegou ao país em 2014, para comandar o Buriram United, onde ficou por três temporadas. Depois, assumiu o Chiangrai United, onde permaneceu por dois anos, antes de aceitar o convite da Federação. Com experiência no país, ele contou um pouco do crescimento do futebol por lá.

“O futebol tailandês cresceu muito. Eu cheguei em 2014 e foi um crescimento muito rápido ano após ano. Agora, estamos indo pra 2019 e sempre evoluindo muito em termos de qualidade de jogadores, treinadores que chegaram, dos clubes, em relação a investimento, do público, que é um sucesso total. Já conseguimos feitos muito grandes, como ganhar de equipes das potências da Ásia, como Japão, Coréia do Sul, Austrália. Hoje, o futebol tailandês é respeitado. Eu, como conhecedor daquela região, colocaria a Tailândia como uma das cinco competições mais fortes da continente. Isso ja é muito importante e foi feito nos últimos quatro ou cinco anos. Curiosamente, foi na época em que eu cheguei. Não aconteceu por causa de mim, mas sim, por causa dos investimentos. Mas, sinto que tenho uma participação nisso”, contou o treinador.

Missão na Sub-23

Com apenas uma participação em Jogos Olímpicos (em 1968 no México), a Tailândia espera conseguir a vaga para atuar bem pertinho de casa, em Tóquio. Para isso, Alexandre Gama foi contratado. Os objetivos com a sua contratação são bem claros, tanto para a Federação, quanto para o treinador.

“O grande foco é a Olimpíada. Por isso, que a Tailândia fez esse investimento em mim, para que eu pegasse esse time sub-23. Fiquei muito tempo trabalhando em grandes equipes, de altos investimentos, plantéis sênior, e agora vou pegar jogadores profissionais também, mas com idade mais nova. O grande objetivo deles é esse, e o meu também, por isso aceitei. Acredito que não vai ser fácil, mas nós tempos potencial. Acredito também no trabalho que eu tenho feito nos últimos anos, acho que a gente pode pensar em ter esse objetivo e tentar esse feito histórico para a Tailândia”, afirmou Alexandre.

Em relação a um possível confronto contra o Brasil, nas Olimpíadas, Gama fez questão de ressaltar o quão distante ainda está essa possibilidade, pois o caminho a percorrer é longo.

“Ainda nem penso nisso e nem posso pensar. Vamos ter um caminho muito difícil pra se classificar. A gente pode surpreender, apesar de outras equipes asiáticas terem mais tradição, como China, Arábia Saudita, Coréia do Sul, Austrália, além do próprio Japão, que já está classificado. A gente sabe do potencial do Brasil e dos jogadores que podem estar lá. Não posso me preocupar com isso, mas sabemos que seria uma das seleções mais talentosas a disputar os Jogos. Atletas como Vinícius Júnior, Paulinho, Lincoln, entre outros. No momento, não quero perder os poucos cabelos que eu tenho (brinca o treinador) pensando nisso e sim fazer com que meus jogadores entendam a proposta pra gente conseguir a tão sonhada classificação”, conto Alexandre Gama.

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