Doha? Miami? Final da Libertadores pode ser uma das duas cidades

A Conmebol se pronunciou nesta terça-feira e informou que a grande final da Libertadores será realizada entre os dias 8 e 9 de novembro, porém, ainda sem o local definido. A entidade afirma que nem Buenos Aires, nem o Monumental de Nuñez possuem segurança suficiente para receber a tão esperada partida e, por isso, cogita-se realizá-la em uma cidade neutra, como Doha, Miami ou Assunção.

O horário da partida também não foi definido. Isto se deve ao fato de ainda não se saber aonde o jogo será disputado. Caso seja em Doha, o fuso horário seria completamente diferente. Uma viagem para o exterior, com tanta gente de uma delegação, requer gastos exuberantes como passagens, hotel, transporte, etc. Porém, assumindo responsabilidade em caso de uma disputa fora da Argentina, a Conmebol se prontificou a cobrir as despesas de até 40 pessoas de ambas as equipes.

“A presidência em conjunto com a administração da Conmebol tomou a decisão de que a partida seja disputada, será em 8 ou 9 (de dezembro) fora do território argentino. Entendemos que não existem condições para que esta partida seja disputada na Argentina”, afirmou Alejandro Domínguez, mandatário da Conmebol.

Carta enviada pela Conmebol ( Foto: Divulgação | Conmebol )

Após a reunião na sede da entidade em Luque, no Paraguai, Domínguez contou um pedido especial que fez aos dois presidentes envolvidos na grande final: Rodolfo D’Onofrio, do River Plate, e Daniel Angelici, do Boca Juniors.

“O futebol não é violência, podemos competir, mas se resolve com gols. Isso foi um pedido pessoal a ambos os presidentes. A intolerância está em muita gente, isso não é normal. Meu pedido aos presidentes é que enviem a mensagem correta, que é uma Enfermidade que se viveu, que isso não é futebol. E sendo os presidentes mais importantes da Argentina, pedi que mandem uma mensagem correta: respeito e convivência”, contou Alejandro.

Relembre o episódio

A chegada do Boca Juniors, no último sábado, ao Monumental de Nuñez foi bastante conturbada. O ônibus da equipe foi recebido por pedradas dos torcedores do River, que chegaram a quebrar algumas janelas. A partida, incialmente marcada para às 18h (Brasília), teve o primeiro adiamento para uma hora mais tarde confirmado pela Conmebol.

A polícia precisou reagir e usou spray de pimenta para conter os torcedores mais exaltados. Porém, o forte cheiro teve consequências nos jogadores do Boca, que desceram do ônibus em direção ao vestiário tossindo bastante e com a camisa cobrindo o rosto para não inalarem mais deste gás tóxico.

Um médico da Conmebol, ao ver a chegada do Boca, afirmou: “Os jogadores estão feridos”. Abaixo, podemos ver a chegada de Carlos Tévez aos vestiários, com bastante dificuldade de respirar.

Mais tarde, Pablo Pérez, capitão do Boca, foi levado ao hospital com ferimentos no braço causados pelos destroços dos vidros quebrados e também com uma lesão no olho, que o tiraria da partida caso ela fosse realizada.

A Conmebol chegou a adiar o jogo para domingo, porém, mais uma vez, a partida não aconteceu e marcou-se então uma reunião para esta terça (hoje).

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