Mais uma vez! Conmebol adia decisão da Libertadores

“Desigualdade esportiva”. Esse foi o motivo usado pela Conmebol para adiar a decisão da Libertadores mais uma vez.  Desde o último sábado, a partida entre River Plate e Boca Juniors ganhou inúmeros capítulos nos bastidores, que acabou gerando seu adiamento sem data prévia.  O principal fator para a decisão foi o pedido formal dos xeneizes. De acordo com o comunicado, a equipe não teria condições de disputar em igualdade o jogo.

A razão sensibilizou a Conmebol. Tanto que, em entrevista à imprensa argentina, o presidente do confederação, Alejandro Domínguez, afirmou que não havia condições esportivas para realizar o jogo: “Não havia condições esportivas. Não queremos que haja desigualdades esportivas. (Queremos) Um bom espetáculo esportivo. Que não haja desculpa”.

Além de querer garantir a qualidade do espetáculo, Alejandro Domínguez fez questão de assegurar a realização da final. Mas ainda não confirma qual será a data: “Esta não é uma suspensão, é um adiamento. Em conjunto, com os presidentes, vamos remarcar a partida. Vamos buscar a data adequada, a partida será disputada”.

Desde que houve o episódio envolvendo o atentado ao ônibus, a equipe do Boca Juniors deixou claro que não iria jogar assim de nenhuma forma. Aliás, neste domingo (25), foram três episódios seguidos que evidenciaram a indisposição dos jogadores xeneizes.

Jogadores “abandonam” a final

Após confusão, jogadores do Boca ironizam a Conmebol (Foto: Divulgação)

Primeiro, logo pela manhã, alguns jogadores do Boca se manifestaram contrário a decisão de jogar a final, neste domingo. Revoltado com a situação, o atacante Benedetto chegou a sugerir uma decisão inusitada: “Que deem a taça ao River, já que eles têm tanto peso na Conmebol. Não fazem nada com eles”. A ironia também se relaciona com o episódio envolvendo o treinador do River Plate no duelo contra o Grêmio, na semifinal.

Outro a reforçar o discurso do companheiro foi Carlos Tevez. Em entrevista, o ídolo do Boca questionou o peso das decisões da Conmebol. De acordo com Carlitos, se fosse na La Bombonera o time da casa já teria sido eliminado: “Para mim, não deveríamos jogar amanhã (neste domingo), é o mesmo que aconteceu com o Boca (em 2015). Se fosse com o Boca, já estávamos fora. A taça era do River. Não foi assim na Bombonera? Eliminaram o Boca, agora estamos pensando em quando vamos jogar”.

Risco de doping

Logo após todo o questionamento e irritação do Boca, mais um fator surgiu: o risco de doping. Os ataques ao ônibus deixaram os jogadores debilitados e muitos precisaram utilizar de medicamentos para melhorar suas condições. Mas, segundo o jornal argentino  “La Nación”, muitos desses remédios é proibido pela Wada, órgão responsável pela fiscalização do uso de doping do esporte. Portanto, mais um fator que pesou contra a partida ser realizada neste domingo.

Boca Juniors pede suspensão da final

Após lesão de Perez, Boca Junior pede anulação da final da Libertadores (Foto: Divulgação)

Por fim, no começo da tarde, Boca Juniors soltou um pronunciamento pedindo a suspensão da final da Libertadores. De acordo com o clube, não há condições de igualdade depois de o volante e capitão Pablo Pérez sofrer uma lesão no olho por conta dos estilhaços de vidro do ônibus. Por isso, os dirigentes pediram que a Conmebol fizesse valer seu regulamento. Mas a entidade atendeu o pedido em partes. Apesar de adiar o jogo, deixou claro que não haverá suspensão. Pelo contrário, a segunda partida vai acontecer. Agora, só basta saber quando.