Árbitros da final da Libertadores fazem concentração no Paraguai

Quem disse que são apenas os jogadores que fazem aquela famosa concentração antes das partidas? A equipe de arbitragem escalada para a grande final da Libertadores, neste sábado, também ficou toda junta durante dois dias.

Comandada pelo uruguaio Andrés Cunha, ele e seus auxiliares e árbitros de vídeo, que estarão em ação a partir das 18h (horário de Brasília) deste sábado, no Monumental de Nuñez, para apitar River Plate e Boca Juniors, em uma final inédita e histórica, ficaram reunidos por dois dias em Luque, no Paraguai, na sede da Conmebol.

Andrés Cunha se prepara para a grande final ( Foto: Divulgação | Conmebol )

Além de realizarem trabalhos físicos no campo de treinamentos da entidade, eles participaram de diversas atividades voltadas para o aperfeiçoamento de técnicas e muitas instruções, entre quarta e quinta-feira.

Equipe de arbitragem da final reunida ( Foto: Divulgação | Conmebol )

Nesta sexta-feira, a equipe já vai se concentrar em um hotel, em Buenos Aires, local da partida. Ainda no Paraguai, Andrés mandou uma mensagem aos jogadores das duas equipes, através da Conmebol TV.

“A mensagem para os jogadores é que eles desfrutem estar na final. Eles também ganharam a oportunidade de estar nesta partida decisiva da Copa Libertadores. Desfrutem, que vivam, com respeito, e que ganhe o melhor dentro de campo. Que o melhor saia campeão e que saibam respeitar também aquele que não sair vencedor”, disse Cunha.

Andrés Cunha e polêmica

No jogo entre Cruzeiro e Boca Juniors, no Mineirão, Andrés Cunha se envolveu em polêmica com Egídio. De acordo com o lateral cruzeirense, o árbitro teria dito que a equipe celeste teria sido eliminada da Copa Libertadores deste ano por ser um time ruim. Além disso, o defensor reclamou de faltas invertidas.

“O juiz brincou. Teve uma bola ali em que eu estava no lance, eu chutei uma bola, bateu na mão do cara caído no chão. E aí ele deu falta minha. Eu nem encostei no cara. Essa arbitragem aí… Sabe o que ele ficou falando ali para mim? ‘Vocês perderam, vocês não fizeram (nada) para ganhar, vocês são ruins, saíram da Copa’. É vergonhosa essa arbitragem aí. Aí ele falou assim: ‘A culpa foi minha?’. Falei: ‘Foi sua’”, disse Egídio, na época.

As acusações de Egídio nunca foram comprovadas e o caso acabou caindo no esquecimento. Assim, com Andrés Cunha como árbitro, River Plate e Boca Juniors, se enfrentam neste sábado (17), às 18h, horário de Brasília, pela decisão da Copa Libertadores da América. No jogo de ida, as duas equipes empataram na Bombonera. Um novo empate leva a partida para os pênaltis.

Jogo de volta

O Monumental de Nuñez receberá a grande decisão neste sábado, a partir das 18h (horário de Brasília). No jogo de ida, Boca e River empataram em 2 a 2 em La Bombonera. Qualquer empate nesta partida, leva o jogo para a prorrogação, seguido de pênaltis. Na final da Libertadores não há o gol qualificado.

Para a partida decisiva, uma quarta substituição para cada equipe está liberada na prorrogação.

Andrés Cunha estará acompanhado dos, também uruguaios, Nicolas Taran e Mauricio Espinoza. A responsabilidade pelo VAR também será uruguaia. Leodán Gonzalez comanda a mesa da arbitragem de vídeo. Ele estará ao lado dos compatriotas Esteban Ostojich e Richard Trinidad. Além disso, Martin Vasquez será o observador do VAR na partida.