Nada feito: Bolt recusa contrato e não vai jogar em Malta

Que Usain Bolt era rápido nas pistas, todos estão cansados de saber. Mas, nada rápido, está a busca do recordista olímpico nos 100m e 200m rasos para achar um clube para atuar em sua nova profissão de jogador de futebol.

A opção pelo primeiro contrato profissional até que surgiu. Ela veio de Malta, mais precisamente do Valleta, campeão nacional. Mas, Bolt recusou. O contrato seria de dois anos.

“Usain não deseja perseguir esta oportunidade em Malta”, disse Ricky Simms, agente de Bolt, em entrevista à ESPN.

Apesar da negativa do atleta/jogador, as portas da equipe de Malta estarão abertas, pelo menos é o que garante o diretor-executivo do clube.

“Desejamos a Bolt o melhor na sua carreira futebolística. A proposta do Valleta estará sempre na mesa”, disse Ghasston Slimen.

A expectativa de Usain Bolt é conseguiu assinar com o Central Coast Mariners, da Austrália, clube no qual passou por um período de testes e chegou até a marcar dois gols em um amistoso disputado. Porém, a proposta tão sonhada ainda não apareceu.

Bolt marcou dois gols pela equipe australiana (Foto: Getty Images)

É provável que o jamaicano continue participando do período de testes na pré-temporada do time australiano.

Fenômeno nas pistas, nem tanto nos gramados

São oito medalhas olímpicas para Usain Bolt em sua carreira. Tricampeão nos 100m e nos 200m, em Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016. Um rosto que, por onde passa, atrai um público enorme e dezenas de patrocinadores. Mas, nada disso, ainda mexeu com nenhuma equipe de futebol.

Desde que se aposentou das pistas, após o Mundial 2017 em Londres, Bolt vem se aventurando na tentativa de emplacar na carreira de futebol, sua grande paixão. Ele é torcedor declarado do Manchester United-ING, com uma leve queda pelo Borussia Dortmund-ALE.

Usain Bolt treina pelo Borussia Dortmund (Foto: Reuters)

Em 2018, depois de treinar com o time norueguês Strømsgodset, Bolt jogou pelo clube como atacante em um amistoso contra a seleção de futebol sub-19 da Noruega. Ele usava o número “9,58”, em alusão ao seu recorde mundial de 100 m.

Além do time norueguês, tentou a carreira, sem sucesso, no Borussia Dortmund, na qual acabou sendo mais uma ação da PUMA, patrocinadora de ambos, e no Sundowns, da África do Sul.

O jamaicano, que foi um fenômeno dentro das pistas, não parece demonstrar a mesma vocação com as chuteiras, já que até agora, não conseguiu conquistar a confiança de nenhum clube que passou, na maioria, desconhecidos.

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