Fora da Copa América, Brasília terá prejuízo de R$ 100 milhões

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A exclusão da lista de sedes da Copa América 2019 vai gerar um prejuízo de até R$ 100 milhões para Brasília. O setor produtivo estima que esse valor seria movimentado por torcedores no comércio, transporte e na rede hoteleira, além do faturamento dos próprios jogos.

A demora na concessão do Centro Esportivo de Brasília – ArenaPlex, que engloba o estádio, o Ginásio Nilson Nelson e o Complexo Aquático Cláudio Coutinho -, a utilização precária e a dificuldade em administrar o espaço colaboraram para a CBF vetar o Mané Garrincha. O estádio gerou um custo de R$ 1,7 bilhão para ser uma das sedes da Copa do Mundo realizada no Brasil.

“A existência de vários estádios de primeira linha e a indefinição sobre o operador do Mané Garrincha minaram as chances de sediar a Copa América”, comentou Richard Dubois, representante do Consórcio Arena BSB, grupo que pretende administrar a praça esportiva.

Sindicalista critica falta de estrutura

O presidente do Sindicato das Empresas de Promoção, Organização, Produção e Montagem de Feiras, Congressos e Eventos do Distrito Federal (Sindeventos), Francisco Maia Farias, critica a falta de estrutura local. Segundo ele, outros estádios oferecem muito mais conforto para o público por menor preço.

“Não temos uma atuação do governo ativa. Estamos perdendo eventos até para Fortaleza. Não há previsão de grandes eventos em Brasília para este ano, por isso estamos perdendo esse torneio, além de congressos e tantos outros”, reclama.

Júlio César de Azevedo Reis , presidente da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), que administra o estádio, ressaltou que os esforços para trazer aCopa América 2019 foram feitos.

“É óbvio que há uma competição entre as cidades. A Secretaria de Turismo se empenhou em trazer a Copa América para cá, mas, por questões que fogem ao nosso conhecimento, apenas São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador vão sediar esses jogos”, lamentou Reis.

A Terracap é a atual administradora do Mané Garrincha e tenta passar à iniciativa privada a gestão do complexo esportivo.

A CBF comentou em nota que o “Brasil tem diversas praças com plenas condições de receber a Copa América. Pelo número de jogos e duração da competição, foram escolhidos cinco locais”.

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