Zé Ricardo luta para arrumar defesa do Botafogo

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Quando chegou ao Botafogo, no início de agosto, o técnico Zé Ricardo tinha como principal objetivo acertar o sistema ofensivo da equipe, considerado pouco efetivo. De bom, em dez jogos – oito pelo Brasileiro e dois pela Copa Sul-Americana -, o time ganhou mais mobilidade do meio para frente, mas continua errando muito nas finalizações. A irregularidade da defesa também chama a atenção.

Na derrota para o Bahia, jogo de ida da Copa Sul-Americana, o time alvinegro exagerou nos erros de finalização, somando três bolas na trave.

“Faltou concentração no último chute. Conversei com o grupo e alertei para o momento importante do Campeonato Brasileiro. Estamos a dois pontos do Z-4. Precisamos reagir e começar a subir na tabela”, analisou.

Em dez jogos no comando do Botafogo, Zé Ricardo registrou três vitórias, dois empates e cinco derrotas, aproveitamento de 32%, bem abaixo das pretensões de quem disputa o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana.

Apesar da irregularidade nas duas competições, Zé Ricardo tem prestígio entre jogadores, dirigentes e torcida. Estudioso, destacou-se ao comandar Flamengo e Vasco, com variações táticas de acordo com os adversários e equilíbrio nos sistemas defensivo e ofensivo. No treino deste sábado (22), em Salvador, onde se prepara para enfrentar o Vitória neste domingo, no estádio do Barradão, o zagueiro Joel Carli foi destaque nas finalizações. Ele e seu companheiro de zaga, Igor Rabello, têm sido alvo de críticas pelos gols sofridos nos últimos jogos.

Igor Rabello e Joel Carli comemoram gol pelo Botafogo

Igor Rabello e Joel Carli estão sendo questionados pela torcida do Botafogo (Foto: Vitor Silva | Botafogo)

Técnico recupera Flamengo e Vasco

No Flamengo, Zé Ricardo consolidou a defesa que sofria com elevado número de gols, e teve média de gols sofridos inferior a um por jogo (foram 86 em 90 partidas).

No Vasco, fez bom trabalho de recuperação, com um elenco muito limitado. Assumiu a equipe na 16ª colocação, próxima à zona de rebaixamento, e se livrou da degola, formando um time equilibrado.

No Botafogo, a situação não é diferente. Ao chegar, o time era regular na defesa, mas tinha problemas do meio para frente. Conversou com o grupo, mudou o esquema tático e equilibrou a situação na frente. Só falta acertar o pé na hora da finalização.

O time alvinegro melhorou na saída da defesa para o ataque, evoluiu nas jogadas de bola parada, mas caiu no sistema defensivo. Em dez jogos – oito pelo Brasileiro e dois, na Sul-Americana -, marcou oito gols e sofreu 14.

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