Rodrigo Tabata deslancha no futebol do Qatar

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Longe do futebol brasileiro há dez anos, Rodrigo Tabata leva uma vida tranquila e bem sucedida no Qatar. Atualmente, com 38 anos, o jogador do Al Rayyan carrega grande prestígio na sede da Copa de 2022. Desde que chegou, em 2010, conquistou títulos, prêmios individuais e até convocação para a Seleção do Qatar. Em entrevista ao Esporte 24 Horas, o meio-campista relata que sua experiência no país deu certo de início.

“Quando cheguei a princípio era só por um empréstimo de seis meses. Porém, desde o início, eu e minha família gostamos muito do Qatar. Com o bom trabalho que apresentei dentro de campo, o clube resolveu me comprar”, conta Rodrigo Tabata.

Apresentando grande nível ao longo do anos, Tabata atingiu o seu ápice no futebol local na temporada 2015/16. Conquista coletiva, individual e uma experiência única, o jogador provou seu potencial e cravou seu nome na história do Qatar.

A temporada 2015/16 foi quase perfeita. Campeão da Liga, artilheiro, melhor jogador e a grande oportunidade de ser convocado para a Seleção do Qatar. Foi uma experiência incrível, apesar de não ter conquistado a classificação para Copa da Rússia. Creio que foi positivo, pude contribuir com os jogadores jovens, mostrando o meu trabalho e profissionalismo”, afirma Rodrigo.

Assim como ocorreu no Brasil, sediar uma Copa do Mundo exige uma grande preparação do país. Apesar de ser uma nação em crescimento, Rodrigo Tabata acredita que a competição realizada no Qatar será uma das melhores e que vai deixar um ótimo legado.

Tenho certeza que a Copa do Mundo de 2022 entrará para a história. O país está se transformando pra essa competição. Tudo está sendo bem planejado, o legado para população e turista será maravilhoso. Sobre o futebol, penso que a seleção vem evoluindo bem”, garante o camisa 10.

Seleção do Qatar, grande expectativa

Convocado por Jorge Fossati, Rodrigo Tabata teve a oportunidade de disputar as Eliminatórias da Copa de 2018 pelo Qatar. Apesar de não ter conquistado a classificação, sua presença foi importante no suporte aos jogadores mais jovens. Atualmente, fora dos selecionados, acredita que seu ciclo na seleção se encerrou e comenta a participação do país na Copa América de 2019, no Brasil.

Acredito que meu ciclo na Seleção já passou. Agora estão dando oportunidade aos garotos e estimulando o ganho de experiência para a Copa de 2022. A participação do Qatar na Copa América de 19, no Brasil, busca habituar os mais jovens aos grandes jogos. Espero que eles surpreendam na competição”, torce Rodrigo.

Futebol brasileiro x Futebol qatariano

Rodrigo Tabata comemora título pelo Al-Rayyan

No Qatar desde 2008, Rodrigo Tabata passou pelo Al-Saad e Al-Rayyan (Foto: Divulgação | Al-Rayyan)

Quando um jogador deixa o Brasil para ir jogar no mundo árabe, o comentário mais comum é que o atleta abdicou do rendimento técnico para fazer o pé de meia. Mas esse pensamento não é sempre verdade. Rodrigo Tabata conta que o futebol no Qatar vem evoluindo com os anos, porém, reconhece a maior variedade de talentos no território brasileiro.

“Eles nos oferecem as melhores condições de trabalho que existe. Estão sempre trazendo grandes nomes, creio que o nível do campeonato tem melhorado a cada ano. Mas ainda não podemos comparar com o futebol brasileiro. No Brasil, todos os anos, tem muita oferta de jogadores. Aqui por ser um país pequeno o surgimento de atleta é menor”, analisa o meio-campista.

Rodrigo Tabata, futuro (alviverde?)

Contrariando a lógica nacional, Tabata demorou a deslanchar no futebol brasileiro. Somente depois de passar por 11 clubes que ele encontrou seu caminho. Em 2004, o meio-campista chegou no Goiás e fez um bom campeonato. Com um grande carinho pelo clube, o jogador revela seu desejo adormecido de encerrar a carreira no Esmeraldino.

“Antes eu tinha a vontade de encerrar a carreira no Goiás. Tenho amigos e um carinho enorme pelo clube. Mas creio que será difícil e depois da carreira não pretendo trabalhar no futebol”, revela Rodrigo Tabata.

Apesar de planejar o fim de carreira, o camisa 10 ainda não pensa em encerrar seu ciclo no futebol. Com os cuidados profissionais e sem sofrer com nenhuma lesão, Rodrigo Tabata pretende seguir nos gramados enquanto conseguir manter seu nível competitivo.

Ainda não penso em parar de jogar. Hoje em dia, se o atleta se cuida e não tiver nenhum problema sério de cirurgia, pode estender sua carreira. Enquanto estiver me sentindo competitivo, vou seguir. Mas quando eu deixar o campo, quero curtir minha família e aproveitar as coisas que conquistamos”, declara o jogador.

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