Alexey Carvalho critica antiga gestão da CBB

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A CBB vive uma crise financeira sem precedentes. Em auditoria realizada no ano passado, a dívida da confederação de basquete foi avaliada em mais de R$ 46 milhões. Para o ex-jogador da seleção Alexey Carvalho, o endividamento passa por gastos não planejados.

“Acredito que a Confederação tenha assumidos sem garantia de aporte. E isso fez com que a situação ficasse insustentável. Também tivemos a falta de prestação de contas, o número excessivo de profissionais trabalhando na CBB, aumentando a folha de contas”, disse Alexey.

Com mais de trinta anos dedicados ao basquete, Alexey Carvalho tem experiência de sobra no assunto. Com passagens por Vasco, Flamengo, Botafogo, Tijuca Tênis Clube, Corinthians e pela Europa, o ex-jogador busca por novos caminhos no esporte.

Alexey Carvalho durante apresentação do time de basquete do Flamengo

Ao longo da carreira, Alexey atuou ao lado de grandes estrelas do basquete entre elas Oscar Schmidt (Foto: Divulgação | CBB)

Formado em administração no início dos anos 90, Alexey concluiu MBA em Gestão Esportiva, na Lynn University, nos Estados Unidos. Com vivencia no esporte e em economia, o ex-jogador acredita que o investimento feito pelo poder público antes das Olimpíadas de 2016 foi mal aproveitado.

“Tivemos muito investimento por parte do poder público, do Comitê Olímpico Brasileiro e dos patrocinadores. Talvez, a CBB nunca tenha recebido tantos recursos quanto no período olímpico. A grande questão é como a situação chegou nesse ponto”, afirmou Alexey.

Acredito que a auditoria possa explicar o caos financeiro que a confederação vive. Não dá pra gastar mais do que se arrecada, sem planejamento, inchando o quadro de funcionários sem uma renda adequada”, concluiu o ex-jogador.

Alexey pretende trabalhar no basquete brasileiro

Alexey vive o basquete desde os 10 anos. Apaixonado pelo esporte, o ex-jogador não se vê longe da modalidade. Com a experiência adquirida dentro e fora das quadras, Alexey pretende se tornar dirigente de alguma equipe em breve.

“Eu adoraria trabalhar com basquete. É o que eu amo e o que eu sei fazer. Seria muito bom que tivéssemos um campeonato estadual fortalecido. Mas isso passa pela profissionalização das diretorias. Não temos espaço mais para o amadorismo. Você tem que olhar o teu time como um produto”, disse Alexey.

“O processo de profissionalização demanda tempo, trabalho, dedicação, devoção e, principalmente, amor. Ser apaixonado faz com que você ultrapasse as questões financeiras. Você tem que receber pelo seu trabalho, mas quando você faz com amor, a sensação de satisfação é plena”, concluiu Alexey.

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