Por Copa de 2022, Qatar faz investimento bilionário

, Copa do Mundo

A escolha do Qatar para país sede da Copa do Mundo de 2022 foi recheada de polêmicas e suspeitas quanto à transparência do processo de seleção adotado em 2010. O país derrotou adversários como Austrália, Japão e Estados Unidos em meio a muita polêmica sobre compra de votos – diversos dirigentes da Fifa foram suspensos e presos após o processo, entre eles Ricardo Teixeira, que na época era presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O esquema de corrução envolveu ainda os governos da França e da Tailândia – beneficiados por acordos comerciais com o Qatar.

Nessa linha de suspeitas, uma das investigações é direcionada para o bônus de US$ 100 milhões que a Fifa recebeu da TV Al Jazeera pela vitória do Qatar como sede da Copado Mundo.

O país também é acusado por entidades de defesa dos direitos humanos de mão de obra escrava. As acusações são de submeter os operários que trabalham nas obras em andamento a condições de trabalho deploráveis, com salários baixíssimos, jornadas de trabalho extenuantes, pouco tempo de descanso e acomodações precárias.

Além disso, o Qatar atravessa uma fase não muito adequada com seus vizinhos do Golfo Pérsico. O clima é de tensão com Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes que acusam o Qatar de financiar organizações terroristas.

Investimentos

Dinheiro não é problema para o maior exportador de gás natural liquefeito do mundo. O governo do Qatar tem projeção de investir US$ 200 bilhões (cerca de R$ 450 bilhões) para a Copa do Mundo de 2022. Desse montante, US$ 140 bilhões (RS 317 bilhões) serão usados na construção de infraestrutura de transportes, como novos aeroportos, estradas e metrô, além de US$ 20 bilhões (R$ 45 milhões na estrutura de turismo.

A Copa do Qatar será realizada entre 21 de novembro e 18 de dezembro. A competição foi transferida para o fim do ano por conta do calor que chega a 50º graus no país durante os meses de junho e julho.

Uma das medidas para enfrentar o calor no país localizado no Golfo Pérsico é a climatização de todos os estádios construídos para o torneio. Foi desenvolvida uma tecnologia que ajuda no resfriamento dos locais das partidas, além do reaproveitamento da energia solar para abastecer os ar-condicionados.

Maquete do Lusail Stadium

Lusail Stadium será o estádio da abertura e da final da Copa do Mundo de 2022 (Foto: Divulgação | Fifa)

O projeto Lusail City é a menina dos olhos do governo, previsto para ficar pronto em 2020. O investimento é para a construção de uma cidade do zero em um local onde só havia areia. A obra de US$ 45 bilhões (R$ 121 bilhões) vem tomando forma para receber até 450 mil moradores, turistas e ser palco da abertura e final da Copa do Mundo de 2022. Em um terreno de 38km², serão construídos 39 bairros, rede de hotéis, marina, resorts internacionais, além da criação de um centro de turismo.

Expectativa com aumento de participantes

Ficou para outubro a decisão da Fifa em aumentar a participação de 32 para 48 seleções. Até o momento, o Qatar tem oito estádios confirmados para a competição. Segundo o presidente da Fifa, Gianni Infantino, caso seja confirmado a participação de 48 seleções, será preciso ter entre 12 e 14 estádios.

O aumento de participantes obriga o país-sede e todas as empresas envolvidas a investirem mais na estrutura, gerando mais receita para a Fifa. O Qatar não se opõe à ideia de ter 48 seleções em 2022.

Com 48 seleções, a divisão ficaria assim: Conmebol (6), Oceania (1), América do Norte (2), América Central (2), Caribe (2), Ásia (8), África (9), Europa (16) e mais duas seleções saindo de playoff  de repescagem.

Deixe uma resposta